A Coordenadora
Maria Luiza Abaurre nasceu em Vitória (ES) e cresceu na beira do mar. Ganhou seu primeiro computador, um Commodore 64, em 1983. De lá para cá, a paixão pelo mundo tecnológico só fez crescer. Fez Letras na Unicamp, onde também concluiu seu mestrado em Teoria Literária. Entre livros, CDs, DVDs e computadores, passa seus dias escrevendo livros didáticos para o Ensino Médio (Literatura brasileira: tempos, leitores e leituras; Gramática. Texto: análise e construção de sentido; Produção de texto: interlocução e gêneros). Sob o pseudônimo de Flower Nakamura, escreve no blog Mean divas (meandivas.blogspot.com), juntamente com duas irmãs e uma amiga.
Depoimento da coodenadora
Em um mundo anterior à revolução digital, o nosso universo era constituído por coisas palpáveis: casas, máquinas, roupas, livros. O contato se estabelecia entre seres humanos reais, que eram forçados a lidar também de modo concreto e real com todo e qualquer conflito que surgisse. A criação da rede mundial de computadores trouxe o fim das limitações físicas que, durante séculos, regularam o estabelecimento e a multiplicação das relações sociais.
Hoje, qualquer um tem a possibilidade de navegar por sites de todas as partes do mundo, “conhecendo” virtualmente outras pessoas.
Os adolescentes parecem ter encontrado nesse universo virtual o espaço preferencial para estabelecer muitas das suas relações sociais e, de algum modo, concluir o processo de construção da própria identidade individual.
A série Rumos na rede foi concebida para criar espelhos ficcionais que ofereçam aos jovens a possibilidade de refletir sobre importantes temas associados à vida no ciberespaço:
- Relação entre o público e o privado
- Dificuldade de estabelecimento de relações afetivas sinceras
- Distúrbios associados ao corpo
- Cyberbullying
- Perda de noção de limite entre certo e errado
- Ansiedade crescente
Os temas sugeridos apontam para uma mesma questão associada à vida na era digital: o esfacelamento da identidade (ou a dificuldade de construí-la de modo saudável).
É esse o eixo em torno do qual se pretende promover a reflexão por meio das narrativas ficcionais. Espera-se, com essas obras, favorecer a construção de novas competências, fundamentadas em valores positivos, que privilegiem as emoções vividas plenamente.